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O Eucalipto

A primeira descrição botânica do gênero Eucalyptus spp. foi de autoria de Charles Louis L'Héritier de Brutelle, em 1788.

O género inclui mais de 700 espécies, quase todas originárias da Austrália, existindo apenas um pequeno número em territórios vizinhos, como Nova Guiné e Indonésia, além de uma espécie no norte das Filipinas. Atualmente, possue a seguinte denominação taxionômicas o Eucalyptus spp.
 
O nome do gênero faz referência ao opérculo que cobre os órgãos reprodutores, podendo ser traduzido do grego como “boa cobertura”. Este opérculo é formado por pétalas modificadas, no entanto o poder de atração de sua flor deve-se à exuberância de seus estames, e não às pétalas. Os frutos são lenhosos, ligeiramente cônicos, e possuem válvulas que se abrem para dispersar as sementes. As flores e os frutos podem ser considerados os elementos mais característicos das espécies de Eucalyptus.
  O Eucalipto no Brasil
As primeiras mudas de eucalipto que chegaram no Brasil foram plantadas no Rio Grande do Sul em 1868 e o plantio em escala comercial data da primeira década do século XX, 1904.
Inicialmente, foi introduzido como monocultura destinada a suprir a
demanda de lenha para combustíveis das locomotivas e dormentes para trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Durante o período dos incentivos fiscais, na década de 60, sua expansão foi ampliada,  tais incentivos perduraram até meados dos anos 80, sendo esse período considerado um marco na silvicultura brasileira.
Originário da Austrália e outras ilhas da Oceania, o eucalipto apresenta-se como uma espécie vegetal de rápido crescimento e adaptada para as situações edafobioclimáticas brasileiras.
O eucalipto é aplicado em diferentes processos e com diversas finalidades, como produção de celulose, papel, postes, energia, chapas, lâminas, compensados, aglomerados, carvão vegetal, madeira serrada e móveis.

Em suas plantações, normalmente o corte para a industrialização ocorre aos sete anos, em um regime que permite até três rotações sucessivas, com ciclos de até 21 anos.
  A Escolha da Espécie
A definição da espécie a ser plantada é a primeira etapa de um projeto de reflorestamento, levando-se em consideração o objetivo da produção.
Cada espécie se desenvolve em um ambiente adequado e por isso é indicado, sempre que possível, realizar testes para averiguar a adaptação do material ao ambiente, tanto para sementes quanto para clones. Entretanto, se não for possível a realização de testes, e tampouco houver dados experimentais da região, sugere-se que a escolha do material genético seja feita a partir de procedências cujas condições de origem sejam semelhantes ao local do plantio, sobretudo latitude, altitude, temperatura média anual, precipitação média anual, déficit hídrico e tipos de solos.
O mercado consumidor é um aspecto fundamental durante o planejamento do projeto de reflorestamento.
É importante conhecer as exigências do mercado quanto à característica do produto, assim como as técnicas que otimizam a relação custo/benefício.
A obtenção de maior retorno econômico depende da escolha adequada da espécie.
Ainda sobre mercado consumidor, sugere-se que sejam avaliadas as distâncias entre a área de plantio e as unidades de beneficiamento ou utilização, pois o custo de transporte é um dos componentes mais caros do preço da madeira.
Abaixo segue uma relação de espécies de eucalipto indicadas em função dos usos, do solo e do clima.
 
 
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